A um ritmo lentamente alucinante,
num entra e sai completamente coordenado.
em sussurros silenciosamente incomodativos,
encontram-se, olham-se ,beijam-se,
amam-se.
a impessoalidade do local permite uma cumplicidade interna.
a fuga, à constante confusão externa.
apuram-se os paladares, despistam-se os olhares.
entre o sabor exótico de um café e o reconhecimento de um beijo,
inventam-se sonhos, apagam-se rotinas, descortinam-se desejos.
temos espectadores! Encenamos o nosso amor?
não são permitidas criticas. A peça é nossa!
o ballet perfeito!
podem olhar, aplaudir,comentar...
é publico o local.
não é publico o nosso amor.
a conta está paga.
a casa fechada.
o amor saciado num único beijo selado!
um café.
o meu café inventado!
Katy
Giorgio de Chirico
Há 8 anos
