segunda-feira, 6 de abril de 2009

Decesso

São corpos, mentes. São desejos repentinos.
É uma súbita e incontrolável vontade, é um choro silencioso, vazio.
São vitórias esquecidas, és tu, incessantemente tu.
É o meu corpo estático, sou eu esquecida, parada, adormecida.
Cegueira, surdez.
E vontade de não estar, visão provocada.
Histórias inteiras compostas.
Emoções sabidas.
São também eles mentirosos em uníssono, sedentos de nada.
E a minha queda não desejada, tantas e tantas vezes inocentemente planeada.
São pedaços de papel rasgados, carícias duplas de ódio e paixão.
Será amanhã doce lembrança, pequenos arrependimentos.
É hoje tarde manhã, vontade bruta de mudança...
Minha boca, teu ouvido, minha esperança, tua consciência.
É a história não vivida, contada apenas uma vez.
São súbitas descargas de realidade.
Anos, vida parada, descurada.
Eras tu, eras tu, sempre tu...
Foram terrenos semi- plantados, suportando rosas semi - belas, eucaliptos semi-perfumados.
Jazigos inquietos, barulhentos, dançantes, com corpos semi- vivos, ossos ocos de matéria, almas loucas, tresloucadas, mal amadas.
Excedentes de vidas sugadas e paradas.
Eras tu: terra fértil, belas rosas, eucaliptos. Disfarce de mau cheiro.
Vitórias gritadas, sentidas. Tristezas vencidas.
Onde um ou outro jazigo, devidamente sepultado, nada deixava adivinhar.
Pedaço de madeira perfeita.
De coroas de flor apenas botões de rosas brotavam.
Da memória temida apenas vozes ocas suavam e júbilos de amor entoavam.
Realidade inventada. Metáfora…
Descargas de amor, amor...
Era sob a tua indelicada mão que repousava o meu corpo.
Era sobre batimentos cardíacos perfeitamente sincronizados...
Teu sonho, repouso de vida, refúgio de corpo.
Suspiro e emoção.
Minha interpretação….

2 comentários:

Carla Sofia disse...

Apesar da tua bipolaridade cómigue, gosto do que escreves.
Mas não vale a pena dizer que acho que é bom pq dizes logo que comparado com o Nandinho, não é nada.

Comentado.

Xantipa disse...

Muito bom!
:)
Gostei de ver o outro lado...
Continue!